Nos últimos 15 anos a importância da hipertensão arterial sistêmica em cães e gatos tem crescido continuamente em medicina veterinária, o que consequentemente fez com que o conhecimento científico sobre essa afecção aumentasse consideravelmente.
Diferentemente do que ocorre em humanos, a hipertensão nos cães e gatos geralmente ocorre como conseqüência de outros distúrbios como a doença renal crônica, hiperadrenocorticismo, hipertireoidismo, diabetes e doenças cardíacas.
O diagnóstico da hipertensão se torna importante não só por servir como informação adicional na conduta clínica dessas doenças, como também por evidenciar a necessidade de pesquisar se há lesão secundária em outros órgãos como cérebro, olhos e rins.
A mensuração da pressão arterial é feita utilizando-se o esfigmomanômetro e manguitos para compressão do membro do animal. Utiliza-se também o “Doppler” vascular, aparelho capaz de amplificar o som do fluxo sanguíneo de modo que ele se torne audível para a realização do exame. A interpretação do resultado é feita baseada nos valores normais preconizados para os cães e gatos, que são de 150 mmHg para a pressão sistólica e 95 mmHg para a diastólica.